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Palestra de prevenção ao câncer de mama encerra campanha Outubro Rosa no TCE-MS

27/10/2017 Olga Mongenot Roberto Araújo
Com o auditório lotado com cerca de 100 servidores, sendo a maioria mulheres, a conselheira Marisa Serrano, diretora geral da Escola Superior de Controle Externo (ESCOEX) do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), deu início ao evento na tarde desta sexta-feira, 27 de outubro, que foi marcado pela emoção.
 
 
No evento, a conselheira destacou que a ação faz parte de um dos compromissos firmados pela gestão do presidente Waldir Neves com a responsabilidade social, que tem como princípio a valorização e a qualidade de vida das pessoas. “No Tribunal de Contas nós, mulheres, somos a maioria, e ajudamos a sociedade do Estado para que os recursos sejam bem gastos. A saúde é um tema que toca em cada pessoa, isso é a garantia de vida das pessoas, e queremos com esse evento, que as mulheres tenham a consciência da importância do cuidado com sua saúde, do cuidado preventivo”.
 
 
Em sua participação, o coordenador geral da ESCOEX, Ben-Hur Ferreira, também ressaltou a importância do evento para alertar não somente as mulheres a terem mais cuidado com a saúde como também os homens: “O momento é oportuno não somente para alertarmos sobre o diagnóstico precoce do câncer nas mulheres com o Outubro Rosa, mas aproveitamos para anunciar que no mês que vem, estaremos trabalhando o tema Novembro Azul, para assim, podermos alertar também sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata nos homens”.
 
 
Além da palestra que abordou sobre a importância da prevenção e da luta contra o câncer de mama, a tarde foi marcada, ainda, por diversas atividades voltadas para o público feminino, como sorteio de brindes, aferição de pressão e limpeza de pele. As servidoras que participaram da palestra ainda puderam se deliciar com um completo coffe breack.
 
 
Para falar sobre o assunto, a Fisioterapeuta Mestre, Telma Chiarapa, abordou o tema “Câncer de mama, a prevenção está em suas mãos”. De acordo com a palestrante o autoexame ainda é o meio mais importante para que se possa descobrir o câncer a tempo de ser tratado: “O autoexame é a forma mais precisa que existe para se detectar o tamanho do tumor ainda em seu estagio inicial, o que proporciona para essa mulher uma chance muito maior de cura. O autoexame deve ser feito pelo menos uma vez por mês”.
 
A palestrante explicou também sobre a relevância da fisioterapia que a paciente necessita fazer após a cirurgia: “Fazemos um trabalho de massagem tecidual nessa mulher, para que a cicatriz não fique desalinhada ou com fibrose; fazemos a drenagem linfática, pois o braço tende a ficar inchado; fazemos os exercícios de fisioterapia para que essa mulher tenha novamente o movimento dos braços, como era antes da cirurgia, e assim, fazer com que tenha a sua autoestima de volta”.
 
 
Outro momento emocionante da tarde foi o depoimento de Karla Kirsten Longo, que na ocasião compartilhou sobre a sua experiência desde quando descobriu que tinha o câncer de mama, bem como sua luta para conseguir terminar o tratamento com a quimioterapia: “Estou aqui hoje para dizer que realmente é muito difícil quando descobrimos que temos essa doença, os três primeiros dias são os piores, mas depois a gente junta forças da família, dos amigos para prosseguir com o tratamento. Com essa experiência saí ainda mais fortalecida”.
 
 
A campanha Outubro Rosa é um movimento internacional, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a doença atinge, por ano, cerca de um milhão de mulheres em todo o mundo. No Brasil, os números também são alarmantes, a cada ano são diagnosticados, em média, 31. 500 novos casos, conforme as estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O câncer de mama é a primeira causa de mortes frequentes em mulheres e a quinta causa de morte por câncer em dados gerais.
 
 
Prevenção - O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, e em grande parte dos casos o diagnóstico precoce aumenta a chance de tratamento e cura. Não existe uma idade especifica para o autoexame, que pode ser feito em algum momento do cotidiano da mulher, o que valoriza a descoberta casual de pequenas alterações mamárias, e a maior parte dos cânceres de mama é descoberto pelas próprias mulheres.
 
Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres a partir de 50  anos de idade façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.