Metodologia de Auditoria Transformadora é apresentada a auditores do TCE-MS

09/07/2019 11:08:00 - Por Tania Sother

Metodologia de Auditoria Transformadora é apresentada a auditores do TCE-MS
Foto: Aurélio Marques

Auditores estaduais de controle externo do TCE-MS conheceram hoje a parte prática da metodologia utilizada na Auditoria Operacional que avaliou a suscetibilidade a fraude e a corrupção das organizações públicas de Mato Grosso do Sul. O trabalho foi apresentado pelo auditor da Corte de Contas do Estado, José Ricardo Paniagua Justino, no auditório da Escoex, na manhã desta terça-feira, 9 de julho, durante a segunda etapa do evento “Auditorias Transformadoras”, que aborda os principais aspectos que levam uma auditoria a ser considerada transformadora.

A auditoria operacional é fruto de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o TCE-MS e o Tribunal de Contas da União, em 2017, para o levantamento de todas as medidas preventivas e o código de ética adotado pelos órgãos passando pelas formas de prevenção, detecção, investigação, correção e monitoramento dos problemas. Todo o trabalho foi desenvolvido em parceria com a Controladoria Geral da União, Controladoria Geral do Estado e Controladoria Geral do Município de Campo Grande.


“Os resultados da fraude e da corrupção todo mundo já conhece, o levantamento da percepção a gente já tem também na transparência internacional, mas agora, com esse trabalho, nós temos a raiz do problema. A gente procurou ver as fragilidades das organizações públicas frente à fraude e corrupção. Se a gente combater essa fragilidade, conseguimos mitigar e diminuir esses casos. Auditoria transformadora não acaba no relatório, ela vai além, ela quer resultados que transformem a realidade”, explicou José Ricardo.

Na apresentação, o auditor mostrou números do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação que mostram o impacto da corrupção e da fraude na vida da população. Segundo José Ricardo, o brasileiro trabalha 29 dias para pagar a corrupção. Hoje o Brasil apresenta nota 35, a pior nota no IPC (índice de percepção da corrupção) desde 2012, passando da 96º para a 105º posição no ranking da transparência internacional.


Na primeira etapa do diálogo sobre “Auditorias Transformadoras”, realizada em abril deste ano, o secretário de controle do Tribunal de Contas da União no MS, Tiago Modesto Carneiro Costa, apontou os pontos relevantes para a realização de auditoria transformadora, aquela que consegue obter resultados diante de um problema governamental sério que atinge a população, consegue agregar valores à administração pública e mudar realidades. “Uma auditoria de excelência começa pela boa escolha do tema e termina quando se tem persistência na mudança do diagnóstico que a gente fez lá no início e que é manifestado pelos Tribunais pelo acórdão. Mas isso é só o começo; depois é preciso trabalhar firme para mudar a realidade encontrada. Assim que a gente faz transformação.”

Todo o trabalho desenvolvido aqui no Estado vai ser compartilhado com os demais Tribunais de Contas do País.

IPC - Transparência Internacional

O Índice de Percepção da Corrupção (IPC) é a mais duradoura e abrangente ferramenta de medição da corrupção no mundo. Ela existe desde 1995 e reúne resultados de 180 países e territórios. A pontuação indica o nível percebido de corrupção no setor público numa escala de 0 a 100, em que 0 significa que o país é considerado altamente corrupto e 100 significa que o país é considerado muito íntegro.

A Transparência Internacional é uma organização não governamental internacional, fundada em março de 1993, que luta por um mundo no qual governos, empresas, a sociedade civil e a vida das pessoas sejam livres de corrupção.